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O Legado de C.K. Prahalad

  

 

c_k_prahaladNeste mês o mundo da Gestão perdeu um de seus mais ilustres pensadores. C.K. Prahalad, professor da Universidade de Michigan (Ross Business School) e famoso consultor e conselheiro de grandes empresas, faleceu aos 68 anos no último dia 16 de abril.

 

Em sua breve vida Prahalad fez história no pensamento em Gestão, defendendo e formulando conceitos amplamente conhecidos e amplamente utilizados hoje pelas corporações mundo afora.

 

O primeiro deles, construído em parceria com Gary Hamel, ainda nos anos 90 foi o conceito de “Corporate Core Competence” (Competência Central da Empresa, em tradução livre) que se tornou um dos modelos de gestão mais aplicados e palavra de ordem no mundo empresarial nos anos seguintes.

 

No início dos anos 2000 Prahalad conseguiu formular um conceito ainda mais inovador e que passou novamente a influenciar profundamente o dia-a-dia das empresas: “Fortune at the Bottom of the Pyramid” (Riqueza na Base da Pirâmide). Conceito que causou muita curiosidade e até mesmo certa estranheza, mas que hoje em dia faz parte do pensamento estratégico da maioria dos gestores de empresas nos mais diversos cantos do mundo.

 

Prahalad me serviu muitas vezes de inspiração, principalmente na elaboração do modelo de “Lojas da Comunidade” que gerenciei quando atuei na equipe de Planejamento Estratégico do Wal-Mart. A empresa chegou a distribuir o livro recentemente publicado de Prahalad para todos integrantes do nível de gestão e a organização abraçou a idéia, formulando e construindo ofertas que atendessem especificamente esse grupo de menor renda da população. Nesta época o livro “Riqueza na Base da Pirâmide” foi meu livro de cabeceira por muitos meses.

 

O legado das idéias de Prahalad é muito frutífero e muito rico, ao longo dos próximos anos os desdobramentos destas idéias ainda renderão muitos benefícios para as organizações que as implementarem e para todo o contexto econômico que continuará a se beneficiar de uma economia cada vez mais inclusiva e progressista.

 

Mais artigos publicados sobre o Prahalad:

 

Wall Street Journal: http://blogs.wsj.com/indiarealtime/2010/04/19/ck-prahalad-thoughts-and-remembrances/

 

Bloomberg Business Week: http://www.businessweek.com/magazine/content/10_18/b4176020893376.htm

 

Business Day: http://www.businessdayonline.com/index.php?option=com_content&view=article&id=10439:prahalads-thoughts-on-poverty-eradication-&catid=96:columnists&Itemid=350

 

Época Negócios: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI134641-16418,00-MORRE+PRAHALAD+GURU+DA+RIQUEZA+NA+BASE+DA+PIRAMIDE.html

 

Prahalad no Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Prahalad

 

Principais livros:

  • A Riqueza na Base da Pirâmide
  • O Futuro da Competição
  • Competindo pelo Futuro
  • A Nova Era da Inovação

2 comments to O Legado de C.K. Prahalad

  • Marco

    Oi Otávio,
    muito bom o seu texto! ainda não estou familiarizado com os pensadores que são referencia na área, mas já percebi que posso contar com seu site para aumentar meu conhecimento. Quanto ao Prahalad e sua ideia de “base da pirâmide” (produção para a população de baixíssima renda, é isso?), é muito interessante em termos de tamanho de consumidores, mas ela já foi implantanda com sucesso em algum lugar? Penso que deveriam ser produtos extremamente baratos, já que não seria viável um pagamento a prazo para essa população. Estou certo?

    Abraços e parabéns pelo site.
    Marco Aurelio

    p.s.cheguei até aqui pelo grupo de email do FCC (sou aluno de ADM – 1º semestre).

  • Otavio

    Olá Marco, ótima pergunta, eu mesmo já gerenciei projetos que usavam profundamente os conceitos sobre a riqueza na base da pirâmide, principalmente na adapatação de um modelo de lojas populares do Wal-Mart E.U.A. para o Wal-Mart Brasil, que passaram a ser as “Lojas da Comunidade” aqui…trata-se não somente de atender as populações de baixíssima renda (classe E), mas também as faixas de acesso para a classe média (classe D).

    Ao contrário do que nós imaginamos eles tem plena condições de pagamentos parcelados, só que é preciso uma adaptação do modelo financeiro para “micro-parcelas” da mesma forma trabalhamos também com o conceito de “micro-crédito” inicialmente difundido por Mohammed Yunus, no qual concessões de crédito a partir de R$ 50 faziam a maior diferença para a continuidade de pequenos empreendedores no interior do norte e nordeste….

    Ou seja, o modelo se mostra bastante funcional e já está sendo colocado em prática principalmente por empresas de bens de consumo, varejo e serviços financeiros, se te interessar vale a pena dar uma pesquisada no assunto.

    Abraços!

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